Projeto Sabor de Preservar


Título:

"Sabor de Preservar"


Consumo Consciente para a Preservação do Meio Ambiente.

Autor: Ricardo Luiz de Oliveira


Realização:



Parcerias:


MM MUDAS

SABOR de SURPRESA


     


Objetivo Geral:


Estimular a troca do Consumo Extrativista Predatório do Palmito da Palmeira Juçara pela prática do Consumo Consciente do Palmito Cultivado da Palmeira Pupunha, promovendo assim a regeneração parcial da Palmeira Nativa (Juçara), em vias de extinção, e preservando a Mata Atlântica.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Objetivo Específico 1: Estimular o Consumo Consciente do Palmito Cultivado.

1ª Ação: Apresentar ao consumidor um Produto que garanta a segurança alimentar, em todos os elos da cadeia produtiva, que priorize a qualidade total e a sustentabilidade do meio ambiente, agregando valores éticos em suas ações;

2ª Ação: Desenvolver receitas com especialistas da área de Nutrição e Gastronomia, onde além do aspecto gourmet será priorizada a dieta saudável de baixa caloria.


Objetivo Específico 2: Gerar um Banco de Mudas da Palmeira Juçara

Ação: Disponibilizar um viveiro legalmente estabelecido, que seja gerido por profissionais habilitados e tenha instalações de excelência, para que nele seja criado o Banco de Mudas do Projeto “Sabor de Preservar”.


Objetivo Específico 3: Regenerar parcialmente a Palmeira Juçara na Mata Atlântica

Ação: Organizar eventos para o plantio das mudas do Projeto “Sabor de Preservar” na Mata Atlântica.


Objetivo Específico 4: Sensibilizar, Conscientizar e Mobilizar de modo Socioambiental a População

Ação: Proferir Palestras levando conhecimento e fortalecendo a necessidade de conservação da Mata Atlântica principalmente a sua biodiversidade e seus recursos hídricos, atendendo a expectativa de aumentar a capacidade de suporte destes essenciais recursos naturais para que sejam mitigadas as ações antrópicas geradas pelo consumo extrativista e a forma de ocupação sem planejamento de nossas cidades.


Objetivo Específico 5: Criar uma REDE Multidisciplinar e Construtivista para a disseminação do Projeto

Ação: Prospecção de parcerias com os 3 Setores da Sociedade para que apresentem Planos de Ação de Comunicação e Marketing para divulgar os objetivos do Projeto “Sabor de Preservar”.



JUSTIFICATIVA

O projeto "Sabor de Preservar", identifica que a sobrevivência e o desenvolvimento do ser humano estão intimamente ligados ao entendimento das condições de deterioração ecológica; cada geração deveria herdar um estoque não menor de ativos biofísicos essenciais do que a geração anterior herdou, esta prática deverá ser estimulada pela proposta deste Projeto.


O Brasil é o maior produtor e consumidor de palmito do mundo. A produção Nacional é estimada em 160.000 ton./ano, sendo que desse montante 80% é extrativista (Juçara e Açaí) e 20% é oriundo de áreas cultivadas (Pupunha, Real). São Paulo consome a metade desta produção nacional basicamente extrativista, sendo retirada, das matas e florestas, através de manejo incorreto que irá acarretar no futuro a extinção das palmeiras nativas, além disto, o extrativismo usa mão-de-obra ilegal, causando um caos social, este trabalho é feito em condições higiênicas precárias, deixando o consumidor exposto a várias doenças, algumas fatais (botulismo).


É necessário apontar ao Consumidor um produto SELO VERDE que possa garantir a segurança alimentar, em todos os elos da cadeia de produção do palmito, agregando valores éticos em seus produtos e ações, focando a geração de renda local e a sustentabilidade do meio ambiente.


O Projeto distingue a Palmeira Juçara, hoje em extinção, como um símbolo de resistência e espécie chave para a preservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo, que originalmente possuía 130 milhões de ha e hoje conta com apenas 8,5% deste total, principalmente em decorrência do consumo extrativista e das ações antrópicas geradas pela forma de ocupação sem planejamento de nossas cidades.


O patrimônio representado pela Mata Atlântica vai além da riqueza da biodiversidade, da proteção dos solos e dos mananciais de água potável, ou da exuberância paisagística. Sua importância é igualmente básica para a cultura nacional. Nas aquarelas dos antigos naturalistas, nas belezas do nosso litoral, a própria imagem e identidade brasileira estão impregnadas de Mata Atlântica.


Esta Floresta Litorânea abrange 3.429 municípios em 17 Estados, que abrigam mais de 145 milhões de pessoas no Brasil, onde está concentrado 70% do PIB nacional. A maior área contínua de Mata Atlântica encontra-se em São Paulo, nas regiões do Vale do Ribeira, Litoral Sul, Baixada Santista e Litoral Norte.


A Palmeira Juçara desempenha papel importante na sustentabilidade deste importante Bioma, pois seus frutos e sementes alimentam 70 espécies de animais entre aves e mamíferos que colaboram com a dispersão das sementes da flora que compõem esta Floresta. Este Projeto exerce a cidadania ecológica, contribui para efetivar referências de Educação Ambiental ao clamar pela salvação da Palmeira Juçara e por consequência preservar a Mata Atlântica.


Robert Constanza, pesquisador em economia ecológica do Instituto de Economia Ecológica da Universidade de Vermont Maryland, nos Estados Unidos, realizou e publicou na revista americana Nature o primeiro grande estudo global, utilizando o método de valoração contingente para estimar o valor econômico de 16 diferentes biomas e levantou 17 serviços ambientais por eles oferecidos num valor total médio de U$ 33 trilhões, se comparados com o Produto Nacional Bruto Global de U$ 18 trilhões, atestamos a importância de preservarmos estes biomas.


Levando em conta o valor estimado por este estudo de U$$ 2.000,00 (hoje, 22/03/2015 = a R$ 6.400,00) por ha/ano disponibilizados por uma Floresta Tropical em Serviços Ambientais, e, sabendo que foram desmatados 120 milhões de hectares de Mata Atlântica em 500 anos percebemos a perda de mais de 768 bilhões de reais por ano em Serviços Ambientais, uma catástrofe ambiental e econômica.


A postura incentivada do Projeto “Sabor de Preservar” irá colocar esta região como herdeira de uma riqueza evidenciada pela visão da Economia Ecológica que situa os remanescentes da Mata Atlântica, como portadores de um grande potencial em Serviços Ambientais, os quais geram sólidos valores monetários que irão proporcionar uma excepcional renda para alavancar o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil.